
Na astronomia, os asterismos são figuras imaginárias “desenhadas” no céu por determinadas estrelas. Geralmente, as estrelas que formam os asterismos não possuem ligações entre si, apesar de no céu noturno parecem estar próximas umas das outras, numa mesma região do céu. Por vezes surge alguma confusão entre asterismos e constelações, mas aqui é importante desde já referir que os asterismos são diferentes das constelações.
Numa primeira abordagem, vamos tentar apresentar uma definição para “constelação” e outra para “asterismo”.
Podemos definir as constelações
como grupos de estrelas que, observadas a partir da Terra, parecem
estar próximas umas das outras e que formam uma determinada figura no
céu. A proximidade destas estrelas é apenas aparente, devido ao ponto de
vista de um observador da Terra. Na realidade, as constelações são
criações humanas, não são grupos de estrelas necessariamente ligadas
entre si. Aliás, a grande maioria das estrelas de uma constelação não
possui nenhuma ligação “especial” com as outras estrelas da mesma
constelação. Uma constelação não é apenas um grupo de estrelas, mas
também determinada região do céu associada ao grupo de estrelas. Existem
atualmente 88 constelações oficialmente reconhecidas pela União
Astronómica Internacional.
Os asterismos são
também grupos de estrelas (geralmente grupos com poucas estrelas) que
formam no céu um determinado padrão ou figura, sendo criações humanas e
não grupos de estrelas necessariamente ligadas entre si (tal como no
caso das constelações). Porém os asterismos, ao contrário das
constelações, não possuem o reconhecimento oficial. Aí está uma grande
diferença. Um asterismo pode ser um grupo de estrelas dentro da mesma
constelação, como pode ser também um grupo de estrelas de várias
constelações diferentes.
Vamos ver alguns exemplos de asterismos:
– As Três Marias – este é um asterismo constituído por 3 estrelas brilhantes (Alnitak, Alnilam, e Mintaka)
que fazem parte da mesma constelação, neste caso da constelação de
Órion. Este asterismo também é conhecido por Cinturão de Órion. As três
estrelas que formam este asterismo surgem no céu quase em linha reta.
– Grande Carro – este asterismo é constituído pelas sete estrelas mais brilhantes da constelação da Ursa Maior, nomeadamente Dubhe, Merak, Phecda, Megrez, Alioth, Mizar, Alkaid (ou Benetnash). A constelação da Ursa Maior, que contém o asterismo Grande Carro, situa-se no hemisfério norte celeste.
– Triângulo de Verão –
este asterismo é facilmente observável durante os meses de verão no
hemisfério norte. O Triângulo de Verão é constituído por 3 estrelas
brilhante de 3 constelações diferentes, nomeadamente Deneb (constelação do Cisne), Altair (constelação da Águia), e Vega (constelação de Lira).
Existem muitos outros asterismos, porém
estes são aqui apresentados como exemplos, tendo em conta que qualquer
um deles é bem conhecido pelos observadores mais atentos ao céu noturno.
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