Karoline Assuero mora há menos de um ano em um condomínio que abriga 300 famílias na região do Coxipó, em Cuiabá. Entre a casa deles e o rio de mesmo nome da região, está uma área, que pede sombra. “Eu li um artigo que mostrava que essa técnica de colocar o papelão protegendo a planta, evita a competição entre a muda e gramas, por exemplo, mantém a humidade das chuvas nos períodos mais secos e ainda protege da radiação solar. É uma técnica barata e dura por um bom tempo, além de evitar que o papelão vá para outro lugar, já que ele é biodegradável. Vai se decompor na natureza. Espero que dê certo”, disse a moradora que tomou conhecimento do Projeto Verde Novo e começou a mobilizar os vizinhos para o plantio e arrecadação do papelão.
A vizinha dela Samara Pacheco já pensou lá na frente. “Nós já tínhamos percebido a ausência da mata ciliar nesta região e tínhamos pensado em fazer algo. Ver saindo do papel é maravilhoso. As árvores vão ajudar na infiltração do solo e daqui a três, quatro anos teremos frutos que poderemos colher bem ao lado de casa”, disse Samara.
“Nossa função na Prefeitura é trabalhar em parcerias. Queremos unir todos os atores e hoje vemos que trabalhar em conjunto é uma grande saída. Trabalhamos sempre sob esta orientação do prefeito. Ele quer uma gestão pública, humanizada”, ressaltou Alex Vieira de Deus, gestor de sustentabilidade da Prefeitura de Cuiabá.
“Este espaço tornar-se-á um corredor ecológico, que fará uma ligação com a Área de Preservação Permanente (APP) do Rio Coxipó, que fica há menos de 100 metros daqui e que se conectará a APP do Rio Cuiabá. Elas reduzirão as ilhas de calor na Capital. Quem mora em ambientes como estes, têm em média 4º a menos do que no Centro da cidade”, explicou o coordenador do Disque Cidade Verde da Prefeitura de Cuiabá, Abel Nascimento.
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